CAPITAL X TRABALHO
Primeiro dia do ano 2010. TV Câmara. Debate sobre a redução da Jornada de Trabalho, de 44 para 40 Horas semanais. De um lado, Daniel Almeida, deputado federal pelo PCB da Bahia e Cícero Rola, secretário geral da CUT. Do outro, Índio da Costa, deputado federal pelo DEM do Rio de Janeiro e Emerson Cazalli, da CNI. Os comunistas, por não saberem o que é trabalho, pensam que a simples redução da jornada vai obrigar os empregadores a contratar mais trabalhadores. Eu, do Partido Alfa, como ex-empregador de porte médio, 500 empregados, e conhecedor, portanto, das relações do Trabalho, com muitas, mas muitas mesmo, experiências com Justiça do Trabalho, Sindicatos Profissionais e Sindicatos Patronais, posso falar sobre o assunto, de cadeira, como se diz. Detalhe, não nasci empresário, profissionalmente, mas como empregado, e dos bons. É lógico que a simples redução não vai causar mais emprego de pessoas, pois o patronal tem sempre a prerrogativa de escalonar os horários de trabalho. O que a redução pode causar aos verdadeiros grandes empregadores, as micros e pequenas empresas, são mais dificuldades ainda. Alem disso, são essas empresas as que mais sofrem nas mãos de uma legislação caduca, ultrapassada e que já deveria ter sido reformada a muito tempo. A CLT só trata das relações do Emprego, mas não tem um único artigo que trate do Trabalho, de como seria possível gerar e garantir mais Trabalho. Uma coisa é certa, o aumento do Emprego e da Renda só virá através do aumento da Produção, do Produto Interno Bruto, o PIB. Getulio Vargas garantiu aos trabalhadores uma grande proteção ao copiar a Carta del Lavoro, do facista Mussolini, a que ele chamou de CLT. Mas por outro lado, causou um grande mal a esses mesmos trabalhadores, ao anestesiar os sindicatos e seus presidentes, com dinheiro, ao criar o Imposto Sindical. São muitos milhões de reais, caindo automaticamente nas contas dos sindicatos, por força de Lei, sem que para isso seja preciso fazer nada. Com isso, sindicalista nenhum luta pelo trabalho de ninguém. Lutam com unhas e dentes sim, mas é por aumento da Base Territorial e criação de novos sindicatos. Alguns deles, também “prestam serviços” para alguns patrões, mandando muitas denuncias falsas para órgãos de fiscalização, contra outros patrões. Bem como “esquecer” direitos de trabalhadores nas homologações de rescisões, também é bom negocio para os presidentes de Sindicatos. Aliás, esperava-se de um deles, presidente da republica, que se dizia negociador, avanços nas questões do Trabalho. Mas não, comunistas são seres sem imaginação, esperam pelos acontecimentos para agir. Por isso acham que reduzindo jornadas vão conseguir aumentar o numero de trabalhadores. Estão enganados. Isso só ocorre no serviço publico. Mas ai não é bom nem começar a falar sobre isso.